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domingo, 8 de novembro de 2020

Do catraio resistente ao adolescente falhado – Afundar ou recuperar?

 



















Mudança de idade

O pico da crise de identidade do rapaz verificou‑se no final de junho deste ano. Foi como se ele tivesse assistido ao auge de uma guerra civil. Ficou gravemente ferido e com diversas fraturas expostas. A recuperação exigirá, no mínimo, um longo período, se tudo correr pelo melhor, i.e., num cenário assaz otimista.

As guerras são quase sempre desnecessárias. Pior que isso: pela parte de quem defende a justeza da sua causa, as guerras aumentam as chagas que, já de si, seriam dificilmente saradas. O maior problema das guerras nem reside tanto em começá‑las, mas sim na incapacidade de as acabar ou até de fazer diminuí‑las de intensidade.

Quando uma guerra é deixada ao sabor da sua força irada, pode haver ganhadores, mas por certo todos saem perdedores. O moço perdeu, bastante mais do que o conjunto dos seus apoiantes de visões antagónicas.

 

Há 15 anos

«Se não interviermos e desistirmos, falhamos», eis o lema do petiz, cujo registo oficial remonta a 31 de julho de 2006. Não obstante, ele já existia 265 dias antes da data em que o seu nascimento foi lavrado. Há precisamente 15 anos, em 8 de novembro de 2005, celebrou‑se a sua vinda ao mundo, anunciada através da criação de um blogue.

Década e meia constitui tempo suficiente para proceder a um balanço. E tem tanto que contar. O quadro acima apresentado é autoexplicativo, e justifica o título atribuído ao presente post. Outrora um catraio resistente; ora um adolescente falhado; e o futuro?

Conforme se comprova, a vida do rapaz de 15 anos conheceu quatro fases: a primeira, até 2014; a segunda, entre 2015 e 2017; a terceira, compreendida entre o início de 2018 e o final de junho de 2020; e a quarta, a partir de julho de 2020. Sintetize‑se cada uma delas.

 

Fase do encanto

Até aos nove anos o miúdo era dinâmico e respirava esperança. Bastantes membros adoravam‑no e incentivavam‑no, como sucede aliás quando se lida com qualquer ser de tenra idade. Por ser adorado e incentivado ainda quando usava fraldas, o pequeno sentia‑se sobredotado. Assim que começou a proferir as primeiras palavras, apregoou publicamente, sem a mínima hesitação e à guisa de convicção premonitória, que «desistir é falhar». O fim desta fase vivaz da infância coincidiu com o lançamento de um livro: «Desistir É Falhar!», como se impunha.

Todavia, a etapa final da infância trouxe vincadas divergências internas. Uns entendiam que, por mais tempo que decorresse, a idade da inocência tinha de continuar; outros tantos defendiam que era o momento para o garoto deixar de ser criança; e a restante maioria, profundamente resignada, não quis pronunciar‑se sobre o rumo a seguir.

A divergência acentuada de opiniões entre os apoiantes ativos foi a gota da divisão inicial que rachou a coesão em torno do puto. Houve quem, porque já não estava muito encantado com o petiz arrogante, perdeu o resto do encanto e despediu‑se dele à sorrelfa e sem chama; houve outrossim quem se afastasse mediante a apresentação de uma honrada declaração de saída; houve ainda quem o mantivesse animado, não obstante tratá‑lo como um rapazote e não como um menino mimado.

 

Fase da incerteza

Tal como em tudo na vida, só faz falta quem está. Mas a vida reconhece que há os que devem fazer falta e os que nunca deveriam fazer falta, ou seja, jamais deveriam estar. Erros da vida, que recaíram sobre o cachopo. Como o quadro denota, o contributo dos que deixaram de trabalhar para o garoto em 2014 – N e S – não foi minimamente compensado com o resultado dos novos apoiantes entre 2015 e 2017 – T, U, V, W e X (mesmo não tendo um destes qualquer laço familiar com o jovem), e outros cujo fruto se traduziu, de forma exata e rigorosa, no blogue e no vazio à sua volta, em nada. Saliente‑se que este comentário – acerca da comparação entre os que saíram e os que entraram – apenas se cinge à atividade do blogue. A realidade foi bem mais mordaz do que o blogue indicia.

A partir de 2015 o menino – para alguns – deixou de ter carregadores de piano. Poderá parecer injusto usar esta designação aparentemente pouco elogiosa para quem fazia o meritório papel de formiga no seio gregário. Não é o objetivo. Basta trazer à colação a fábula da formiga (cessante) e da cigarra (cantante e – após a saída da formiga – reinante). Num ápice, a organização interna desapareceu por completo. Para além disso, urge realçar que por mais firme que a abelha‑mestra se mantenha no cortiço, sem obreiras não há fabrico de pingo de mel.

A confirmação da reconhecida importância dos carregadores de piano, das formigas, das obreiras foi bem audível (e visível) em 2016. Até então não existira um ano tão fraco em termos de atividade (excluído obviamente o ano inicial de 2005 que, conforme supra indicação, contou com somente quase dois meses de vida).

Depois do efeito estrondoso da substituição de formigas modestamente obreiras por cigarras vaidosamente cantantes, em 2017 registou‑se uma tentativa de repor o dinamismo do catraio. Foi o canto do cisne, que marcou o fim da segunda fase. Porém, como se não fosse suficientemente péssimo o fim das formigas e o consequente rumo incerto do pequeno coadjuvado por cigarras, havia que agravar a sua vida ultradébil – debilidade advinda da circunstância de já serem uma saudosa miragem quer os debates internos (seja à distância, mediante a comunicação por e‑mail, seja presencialmente, durante os encontros em jantares‑convívio), quer os eventos externos.

 

Fase do declínio

Finda a segunda fase, foi emitido o certificado de agravamento da debilidade permanente. Com efeito, se aquando do lançamento do livro a divergência de opiniões abriu rachas, estas aumentaram logo no princípio de 2018. Fizeram com que a família se fosse desmembrando e o adolescente fosse votado ao abandono (por todos, sem exceção).

A paz do miúdo implodiu nessa data devido à conjugação de dois efeitos que minaram o seu funcionamento: rascunho e silêncio. A declinante e beligerante fase do rascunho e do silêncio vigorou cerca de dois anos e meio. O blogue do jovem abandonado passou a funcionar como um blogue pessoal de um dos seus apoiantes, como se de um albergue espanhol se tratasse. Mais: funcionou como um blogue panfletário de luta fraticida, impetuosamente crescente, emocionalmente incitada e racionalmente justificada.

Durante a guerra impera a desordem. Foi a resposta natural à desorganização interna, concretamente na área informática, e à sua couraça formada pela liga feita à base de rascunho e silêncio. Nada funcionou: a família institucional não interveio, o fórum de debates desistiu, e portanto a reflexão económica e social falhou, ao invés do pregão do lema.

Nos tais dois anos e meio não existiu uma única tentativa para reconhecer que rascunho e silêncio constituíam uma doença que se intensificava dia a dia e podia levar ao descrédito e ao fim da família. Fracasso completo, pois não houve a mínima prudência para estancar o problema quando este dera os primeiros sinais. A cisão retumbou e conduziu ao inadiável desmoronamento no final do primeiro semestre de 2020.

No caso em apreço tudo estava facilitado, ao contrário do que sucede com certas doenças (como a tuberculose) que vão avançando sem serem logo ao início diagnosticadas – e em que a manifestação dos seus primeiros sinais (que permitem o diagnóstico) ocorre tardiamente, quando a doença já é incurável. A doença estava perfeitamente diagnosticada; o insensato desleixo, assente na crença de que o silêncio tudo resolve, impediu a cura a tempo. Em suma: o mal do rascunho alastrou‑se… em silêncio, levando o cachopo à (pré‑)ruína.

 

Fase do renascimento?

Como se não bastasse a – há muito anunciada – implosão da paz da fase do declínio, em 28 de junho de 2020 registou‑se a fatal explosão da guerra, com a irremediável publicação do post «Mais uma enigmática… marosca informática». A explosão da bomba estava involuntariamente programada; era e foi inevitável, ante o statu quo da informática. Rebentou com toda a área ao redor, desde o plácido carnívoro acéfalo até à extensa fauna servil que o alimenta(va). Tratou‑se de uma espécie de salutar explosão pírrica, como o supramencionado quadro demonstra.

O tempo não volta atrás e felizmente não apaga o passado. Os factos estão consumadas e as consequências quase homologadas. A criança pomposa que inflava, bradando que «desistir é falhar» (ou «Desistir É Falhar!»), hoje não passa de um adolescente falhado, deprimido, resignado, calado, só.

Agora munido de elementos que lhe permitem estar porventura mais cabalmente esclarecido, ele pretende saber tão‑só se a crise de identidade é para continuar por diversos anos, ou se ainda é possível tentar recuperar destroços mesmo sabendo que nada será como antes. Pior do que os recentes destroços profundos, que levam muito tempo a cicatrizar, são as frias cinzas inertes, que não conseguem renascer.

Depois da tempestade vem a bonança. A guerra civil não foi assim tão negativa. Se nada tivesse sido feito, o puto inválido entraria numa subfase, em que a debilidade permanente por certo daria lugar à morte confirmada. Haja um sentimento positivo, porquanto ninguém gosta de pensar no outono quando existem apenas 15 primaveras. Eis a dificuldade do futuro recuperado, ou então unicamente a simples memória de mais um passado afundado.

 

 

P.S. – O grosso da análise aqui constante, designadamente no tocante às fases do encanto, da incerteza e do declínio, foi efetuado há meio ano, pouco após a publicação, em 25 de abril de 2020, do verbete «Fresbook e não Facebook do FRES». O fim da fase do declínio levou impreterivelmente à necessidade de proceder a ajustes no texto. Os outros ajustes virão – ou poderão vir – na próxima oportunidade de debates presenciais, quando o moço se sentir revigorado e tiver as hormonas da puberdade algo recompostas, momento esperado – ou desejado – para breve. Haja fé na sua recuperação.

sábado, 4 de julho de 2020

Bandarilhas

Bandarilhas (01/05/2020)




Há dias, enquanto conversava com o camarada ex‑fresiano Paulo J.S. Barata, foram mencionados alguns termos do jargão tauromáquico. Entre os diversos assuntos abordados, tais como o Fresbook e o Facebook e os seus contornos, falámos inevitavelmente de bandarilhas.



Lembrei‑me imediatamente de uma passagem de um poema narrativo que efetuei no âmbito do FRES Guerra (Colonial), o qual foi incluído no livro «Versejando Relatos de Guerra e Paz – Angola, Zaire de1968 - Lunda de 1970». Em rigor são duas narrações, embora referentes à mesma personagem principal.









Rascunhos & Silêncios – Um novo ângulo do Outro Triângulo das Bermudas

Rascunhos & Silêncios – Um novo ângulo do Outro Triângulo das Bermudas (01/08/2018)



Rascunhos & Silêncios é um rótulo de vinhos? Não. Então designará uma banda ou uma academia musical? Também não. E que tal a firma social de uma empresa informática? Igualmente negativo. Incorpora tudo isso, mas representa bastante mais.

O texto e a imagem do último post, publicado em 13 de julho p.p. – «Vinhos, música e informática – Outro Triângulo das Bermudas» –, refletem inequivocamente o facto de a tríade dos núcleos dos vinhos, da música e da informática constituir uma combinação cujo funcionamento tem sido no mínimo questionável, no que aos superiores interesses do FRES - Fórum de Reflexão Económica e Social se refere. Aliás, a imagem associada a esse verbete de julho, contendo dois olhos rapaces da cor de fogo, transmite a urgência de pedir, solicitar, suplicar, implorar ao FRES Informática uns instantes do seu tempo para averiguar o passado – através de uma auditoria informática –, por um lado, e para programar o futuro – mediante a simples e humilde decisão de mudança –, por outro.
Em abono da verdade, a imagem (de 13 de julho) deve ser modificada. Como é indigno rascunhar posts já publicados, publico um novo – o atual –, com uma imagem mais moderna e consentânea com o que tem ocorrido no seio do Grupo, no que respeita aos rascunhos dos vinhos e aos silêncios da informática, com a música a alegrar a(s) festa(s) – dos rascunhos e dos silêncios.
Talvez esta imagem atualizada, mais escura mas com os olhos da mesma cor, ajude a explicar os três verbetes, pelos vistos ainda insuficientes, que foram dirigidos para o interior do FRES, a saber: «Comunicação azul», «Do rascunho do FRES Vinhos à constituição do FRES Música» e (supramencionado) «Vinhos, música e informática – Outro Triângulo das Bermudas». Trata‑se de posts que tiveram por objetivo exclusivo alertar o Grupo para a urgente necessidade de revisão dos procedimentos informáticos, atentos os erros gritantes dos procedimentos atuais assentes em egos e caprichos. Alerta em vão, tal como inútil foi a recomendação inscrita no início do terceiro parágrafo do (já citado) texto «Do rascunho do FRES Vinhos à constituição do FRES Música»: «Aguarda‑se que tamanha aurora admirável venha de preferência antes do raiar do primeiro dia das calendas gregas, o dia em que terminar o retumbante silêncio musical.»
Ainda acredito que esse dia virá, até porque «Desistir é falhar!», ou não fosse este o lema do Grupo e certamente a bússola para a maioria dos elementos que o integram. Se houver vontade, o FRES conseguirá ter a coragem de reagir. Para não desistir nem falhar ainda mais – porque o passado é indelével –, há que refletir para dentro de si, decifrar o olhar da imagem em cima apresentada e desvendar o mistério do Outro Triângulo das Bermudas, mistério que assolou o Grupo desde o final de 2017 (ou o início de 2018 – somente o podador de posts saberá).
Mais grave do que não manifestar vontade para desvendar o mistério tem sido a sistemática intenção de enterrar a cabeça na areia, como se o compasso musical apagasse o passado. Tal como tem sido provado, o silêncio causa ruído, que começou ínfimo e foi orientado para muito poucos, e já está agigantado ao ponto de ser divulgado a todos.
«No fim da guerra, as contas batem todas certas» – última frase do verbete «Entre o Tejo e o Luali», de 24 de maio p.p. Mas quando nascerá esse fim? Até agora, o ano de 2018 tem sido pautado pelo dueto Rascunhos & Silêncios. Este é já o 12.º post onde faço referência ao tema dos rascunhos, embora só(!) quatro sejam diretos – o presente e o conjunto de três atrás identificado.
Publicarei os «n» ao quadrado – acrescente‑se: «n» de necessários e «n» de novela – até ser alcançado o verdadeiro esclarecimento informático em matéria de rascunhos. Utopia? Talvez. Por enquanto tem sido malhar em ferro frio, mas importa ter presente que água mole em pedra dura…
À falta de melhor oportunidade, espero aproveitar os próximos encontros do FRES para aprofundar estes temas, aliás tal como sucedeu no último encontro, realizado no pretérito jantar de 25 de maio. Os temas em causa são delicados. Revestem muito mais contornos trágicos do que cómicos, em virtude de estarem associados a casos de desorganização interna e de falta de transparência e de comunicação, o que inevitavelmente fere sobremaneira a imagem e a credibilidade do Grupo.

Foto

Vinhos, música e informática – Outro Triângulo das Bermudas

Vinhos, música e informática – Outro Triângulo das Bermudas (13/07/2018)




O FRES Rascunhos – ou os rascunhos no FRES, para não soar a disfemismo – e o Triângulo das Bermudas têm o mistério como a grande semelhança. Cumpre todavia reconhecer que existe uma enorme diferença, para gáudio do Grupo. No espaço do Triângulo das Bermudas desaparecem navios e aviões sem deixar qualquer rasto, enquanto no FRES o desaparecimento dos radares não se revelou irreversível, porquanto deixou um rasto: o rasto dos rascunhos.
Porém, tem sido extremamente difícil detetar a causa do desaparecimento. Nada nem ninguém consegue vislumbrar o mistério e inverter os silêncios enraizados desde o início de 2018. Retome‑se o post do passado 4 de junho – Do rascunho do FRES Vinhos à constituição do FRES Música –, no qual se antevia que a solução final terá de residir na informática da verdade (e jamais na da vaidade, a que está aliás materialmente instituída desde há poucos anos).
Enalteça‑se e reforce‑se a necessidade. A única esperança continua a ser depositada não no FRES Vinhos nem no FRES Música, mas sim no FRES Informática, o vértice perspicaz e aquilino que falta edificar para esclarecer de vez o triângulo do mistério.

Do rascunho do FRES Vinhos à constituição do FRES Música

Do rascunho do FRES Vinhos à constituição do FRES Música (04/06/2018)




Desde 27 de maio p.p. – porque não pôde ser em 25 de maio, devido a compromissos pessoais – estava registado, sob a forma de genuíno e assumido rascunho, o post intitulado «Do rascunho do FRES Vinhos à constituição do FRES Música», o atual. Tinha unicamente o título a tapar a sua natural nudez. Tinta branca em fundo branco.

Como ainda não houve oportunidade para desenvolver a área (terrena mas nobre) dos rascunhos, de concordante discórdia, para uns, e de discordante concórdia, para outros, resta avançar para áreas mais calmas, até que a concórdia e a discórdia, enfim mas tardiamente, se entendam. Resta avançar (para tais áreas) até que surja o advento milagroso, o da auditoria informática aos enigmáticos rascunhos – porque a informática também deve estar ao serviço da verdade, e não apenas da vaidade –, para que, de uma vez por todas, se desvende o mistério, para o Bem do Grupo, cujo Bem é um bem maior, um bem maior do que o da soma dos seus elementos. Uma investigação policial é totalmente incapaz de escrutinar o sucedido; somente uma investigação informática resolve definitivamente a dúvida (a quem a tiver).
Aguarda‑se que tamanha aurora admirável venha de preferência antes do raiar do primeiro dia das calendas gregas, o dia em que terminar o retumbante silêncio musical. Terei de interromper finalmente o princípio da proporcionalidade, arrecadando – sem no entanto esquecer – o triste e lamentável episódio que não ficou rascunhado no papel, e muito menos na memória. Em qualquer altura e em qualquer lugar, os problemas só são eficazmente resolvidos com um «não» ou com um «sim» convictos; jamais com um «nim» mudo.
Ao contrário do que se poderá esperar deste introito, os próximos posts não resultarão nem do FRES Vinhos nem do FRES Música. Adianta‑se que integrarão o FRES Turismo e Afins, porventura também eles alvos dos «Benfazejos podadores, os pais do bem» - penúltimo verso de Comunicação azul.
Logo se verá se a poda se aproxima do fim ou se se inicia outra colheita ainda mais frutuosa. Depende do tempo, e da qualidade da poda. Novos episódios se aguardam.

Foto

Comunicação azul

Comunicação azul (13/01/2018)



Na sequência de algumas conversas tidas há tempos, senti-me obrigado a refletir sobre o papel da comunicação. Como consequência, extrapolei a reação da comunicação social (à praga cívica da «Liverdade na Democracia e na Economia») para outros domínios e para outras cores da comunicação.

A quadra que encabeça tal praga («Liverdade pouco li – e não admira / Uma amostra está aqui; longe da moda / Tenho lido liberdade com mentira / Só é livre a verdade que incomoda») pode ser glosada sob diferentes perspetivas. Aqui deixo uma delas, igualmente em redondilha maior com versículo.

Há vontades formatadas por quem não
É capaz de abrandar, pondo na mira
O direito de quem tem outra razão
Liverdade pouco li – e não admira

Os poderes, fortes ou vãos – administrados
Vão e vêm, sobem, descem como a roda
Até mudam como querem – rascunhados
Uma amostra está aqui; longe da moda

Faz-se tudo a bel-prazer; pôr e tirar
O silêncio é anormal – e mais atira
Para o enredo do passado por tapar
Tenho lido liberdade com mentira

Se videiras imperfeitas há também
Haja quem use a azul faca da poda
Benfazejos podadores, os pais do bem
Só é livre a verdade que incomoda

terça-feira, 30 de junho de 2020

Mais uma enigmática… marosca informática

Mais uma enigmática… marosca informática (28/06/2020)  Por ser um grande apreciador dos proboscídeos domesticados e dos seus domadores, dedico-lhes este post.




Este post teve uma vida incrivelmente curta. Nasceu às 10h 07m de 28 de junho de 2020, e foi ocultado para o público, no blogue do FRES - Fórum de Reflexão Económica e Social, antes de findar o dia 30 do mesmo mês.

Espero que tenha valido a pena denunciar a repetição de maroscas informáticas no seio do Grupo, encetadas a partir da minha frontal oposição à saída do ex-fresiano, competente, sério e abnegado,  Paulo J.S. Barata do Grupo.

Lamentavelmente os cacos estão há muito depositados no FRES, sendo agora quase impossível a reconstrução da imagem perdida. Resta não transformar os cacos em pó.



A) Os enigmas já detetados


O blogue do FRES - Fórum de Reflexão Económica e Social tem-se revelado uma admirável caixa de surpresas após a saída do ex‑fresiano Paulo J.S. Barata, o então responsável pela área informática do Grupo.
Ao consultar, ontem e durante um processo de transferência e backup, o post «A utopia do novo pensamento e a indefinição democrática» (de 27 de março de 2014), verifiquei mais um enigma informático que a cobarde pirataria não conseguirá explicar. Já se torna desnecessário pegar no telefone e denunciar os enigmas, porquanto a resposta é invariavelmente a mesma. A partir de agora basta fazer print screen e responder aos ataques informáticos com a publicação de posts no blogue.
Depois da passagem, para rascunho, do post «O preço do vinho e os mercados imperfeitos» (de 13 de novembro de 2014), não sei quando perpetrada por algum guru informático enologista, mas por mim detetada e comprovada entre os últimos dias de 2017 e os primeiros de 2018;
depois de uma ou outra (des)formatação do post «Polícia moderna – Autoridade da informação ou informação da autoridade?» (de 8 de setembro de 2017), por parte de alguém que, nesse caso sem má‑fé, não sabia o que estava a fazer, mas não deu cavaco ao responsável pela elaboração do texto;
depois do post «Mal por mal, o atual – Um postulado macropolítico ancestral sempre contemporâneo (7/8)» (de 18 de abril de 2020) – referente à aplicação do postulado ao sistema democrático português – ter sido descaradamente atacado, por algum informaticozeco que porventura ter-se-á incomodado com o vaticínio quanto à identificação dos dois próximos Presidentes da República, ao ponto de, entre as cinco imagens que o post contém – a do gráfico, mais as quatro de baixo referentes ao texto –, a da nossa bandeira foi a única poupada, ou seja, as últimas quatro desapareceram subitamente no buraco negro do mistério;
chegou a vez de mais uma subtileza manhosa, que desta feita será por mim corrigida apenas daqui a uns tempos – sublinho: quero ser (só) eu a corrigir, e não um qualquer elemento do FRES que possua o direito de administrar o blogue, por nele não depositar a mínima confiança –, para que os responsáveis e os restantes membros do Grupo possam confirmar “in loco” o que passo a explicar.

B) O caso concreto do enigma do link alterado


A subtileza manhosa incidiu sobre o referido post de 27 de março de 2014, o qual se inicia com o seguinte texto:
«Tenho sido rotulado de utópico, e às vezes de louco, por defender as propostas apresentadas no documento publicado neste blogue no pretérito dia 19 de janeiro – Zerar para ressuscitar e criar oportunidades sustentáveis. Ao ouvir e decifrar os argumentos dos críticos – por quem manifesto sublime consideração, cumpre salientar, até porque alguns são meus familiares –, fico com a nítida perceção que na sua génese moram raciocínios firmados na sistemática sobreposição dos interesses individuais face aos coletivos.»
A maioria dos leitores fica portanto com alguma curiosidade sobre as referidas propostas apresentadas no documento, e clica no link do mesmo. Porém, o link está errado. Em vez de direcionar o leitor para o post correto (publicado em 19 de janeiro de 2014), condu‑lo para o futuro. De facto, tendo o post sido criado em 27 de março de 2014, o link faz uma viagem não para o que já estava publicado (há cerca de dois meses), mas sim para algo que o feiticeiro informático sabia que ia acontecer quatro anos mais à frente, concretamente em 5 de março de 2018! Além de sólidos conhecimentos sobre enologia, sobre formatação de textos e sobre política (nacional), urge reconhecer que o informático tem poderes premonitórios.
Eis o resultado visual do que acaba de ser escrito e descrito. Como a imagem seguinte comprova, aparentemente está tudo bem; parece que não há marosca informática.



O que aparece com o link, …

Parece que não há marosca; todavia, ela é amadora e desequilibrada. Ao pressionar o texto assinalado a azul, Zerar para ressuscitar e criar oportunidades sustentáveis, dispara no ecrã uma dupla de posts, agarrados um ao outro, como se fossem gémeos: o futurologista, de quatro anos à frente (de 5 de março de 2018), e o próprio (de 27 de março de 2014). Primeiro aparece o de 2018, seguido do de 2014, tal como em baixo se demonstra.




(…)



(…)



… o que deveria aparecer com o link


Se a informática fosse ou suficientemente competente ou minimamente séria, então não teria alterado o link inicial, a partir do qual deveria surgir a informação constante do post de 19 de janeiro de 2014, conforme se apresenta de seguida.



É verdade que as medidas apresentadas nesse post de janeiro de 2014 são fraturantes na sociedade portuguesa, e por isso não foram bem acolhidas aquando da sua oportuna apresentação ao Grupo, sobretudo as referentes à criação de um imposto especial sobre a riqueza das famílias e à reintrodução do imposto sobre as sucessões e doações (ou de um análogo). Mas daí até chegar a uma artimanha informática que pretenda ostracizar ideias, não passa de uma inovadora forma de censura.

… e ainda a introdução do link correto noutros posts


Após ter detetado a marosca, parti à procura dos posts que referiam explicitamente o «Zerar» mal‑amado. A partir de agora, em todos aqueles onde é feita tal referência existe o link correto. Apenas deixei de fora o post de 27 de março de 2014, conforme mencionei na parte final da secção A. O post publicado em 19 de janeiro de 2014 (1) está associado ao documento a ele anexo, datado de 13 de dezembro de 2013 (2).
A saga informática não me tem dado tréguas. Até quando?!


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Fresbook e não Facebook do FRES

Fresbook e não Facebook do FRES (25/04/2020)


O FRES - Fórum de Reflexão Económica e Social sempre foi um Grupo plural para o lado de dentro, aberto para o lado de fora e democrático para ambos os lados. Vários posts foram elaborados dando eco para fora do que prévia e reiteradamente fora transmitido para dentro, sem ter havido a mínima obrigação de explicar ao Grupo a intenção de os publicar no blogue do FRES.
São vários os exemplos desse blogue em que nitidamente se procede a um chamamento crítico, de fora para dentro do Grupo, para a necessidade de uma reflexão interna sobre os posicionamentos que têm vindo a ser adotados. O exemplo pioneiro foi «Eclipses dos sistemas de pensamento», de 20 de março de 2015, alusivo às várias correntes de opinião, procurando levantar do esquecimento os que se encontravam dissidentemente autoafastados do FRES.
Seguiram‑se quatro verbetes ainda mais diretos e inequívocos – sem contar com as referências a miúde noutros posts –, todos eles pertencentes à era dos rascunhos e dos silêncios que tem vigorado após o fim de algumas (auto)dissidências, a saber:
· «Comunicação azul», de 13 de janeiro de 2018;
No quarto parágrafo do verbete de agosto de 2018 salientou‑se que os três anteriores (de 13 de janeiro a 13 de julho) «tiveram por objetivo exclusivo alertar o Grupo para a urgente necessidade de revisão dos procedimentos informáticos, atentos os erros gritantes dos procedimentos atuais assentes em egos e caprichos.» Referiu‑se que foi um objetivo em vão. Aliás, outro resultado não se esperava; e continua a não esperar‑se, volvido quase um ano e nove meses após a publicação do último post no verão de 2018.
É preciso continuar a crer que o dia da esperança virá, «até porque “Desistir é falhar!”, ou não fosse este o lema do Grupo e certamente a bússola para a maioria dos elementos que o integram. Se houver vontade, o FRES conseguirá ter a coragem de reagir. Para não desistir nem falhar ainda mais  porque o passado é indelével , há que refletir para dentro de si (...) e desvendar o mistério do Outro Triângulo das Bermudas, mistério que assolou o Grupo desde o final de 2017 (ou o início de 2018  somente o podador de posts saberá)»  texto transcrito do quinto parágrafo do citado verbete de agosto de 2018. No tocante à desorganização interna do Grupo, o falhanço não poderia ser maior; foi total. Porém, há que não desistir, dure o tempo que for necessário, nem que seja somente por uma questão de respeito ao supracitado lema do FRES.
Os parágrafos precedentes sintetizam o registo no blogue do FRES em termos da resposta do Grupo às dissidências, aos rascunhos e aos silêncios. Observe‑se agora qual foi a atividade no outro veículo de comunicação do Grupo com o exterior: a sua página no Facebook. Os três derradeiros registos datam de 7 de dezembro de 2016, 1 de janeiro de 2017 e 25 de abril de 2019, i.e., o último foi há precisamente um ano.
Assim, com o supremo propósito de registar o dia de hoje em que se comemora a liberdade do povo, gostaria de pedir aos responsáveis do Grupo, e em especial aos seus administradores informáticos, que no Facebook do FRES seja colocado o seguinte texto:
«Muitas pessoas que continuam fechadas em quarentena violam hoje a tão necessária e válida recomendação do distanciamento social, abrindo as portas das suas casas para receber uma quarentona que só nos quer beijar e abraçar. E nós deixamos, mesmo com as nossas companheiras e os nossos companheiros ao lado.
A pandemia não é mais forte do que a democracia. Os cravos de Abril nasceram há 46 anos e continuam a crescer. Atravessaram Portugal de lés a lés, e estarão sempre presentes no Facebook do FRES.»
Na eventualidade de este pedido não merecer a aprovação, será mais um sinal de que a informática tudo comanda. Se assim for, então será inútil a página de Facebook do FRES, e por conseguinte será antes preciso criar uma página noutra plataforma informática: o Fresbook (#).


(#) Link para o Fresbook adicionado em 22/07/2020.

Fresbook e não Facebook do FRES

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